Mostrando postagens com marcador relacionamentos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador relacionamentos. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Arde...

Ciúme é como se fosse um veneno que vai se espalhando e dominando o corpo todo. Começa como uma breve queimação que sobe da barriga ao peito... e de repente todo o corpo treme, ardendo em tensão. A calma parece ser o único antídoto eficaz, um pouco de sangue frio, talvez, seja incorporado a essa combinação e em relações comuns o ciúme já faz estragos, que dirá nas relações mais "modernas" onde ele não tem permissão para aparecer. As vezes me vejo enciumado e não poder falar - como se fosse um assunto proibido - é constrangedor e sufocante também.


Dura o tempo de uma vela... queima, derrete, solidifica em cera novamente, mas já não é mais a mesma vela, já não tem mais a mesma aparência e função. Espero que o ciúme não cegue, não afaste, não seja o repelente de um sentimento tão bonito quanto o que existe. Pior que não posso culpar ninguém, além desse romance não-convencional, moderno e cheio de adjetivos incompreensíveis e inexplicáveis ao coração.

Silêncio... o escuro somado à ausência de sons levam a queimação embora... e as coisas voltam a ser como eram antes... calmas ^.^

quinta-feira, 22 de março de 2012

Criaturas da noite...

Não conte o tempo nos dedos... conte nossas risadas no escuro, os cafunés, os abraços e os suspiros... Não marque o tempo em horas... é notável que esqueço do relógio quando estamos juntos... Não some o tempo em meses... não seria justo, nem exato... seria confuso, com tantas datas importantes em nosso calendário... 

Não estabeleça uma definição de tempo... não quero ter o controle de nada... quero saber apenas que estamos aqui... mais uma vez, observando a noite... que é bela... que é languida... e fulgás...

"Entre o néon e a sombra... acordei"

Seis horas... quando a primeira estrela se atreve a brilhar pouquinho,
É pouquinha a esperança que pra nós revela. 
Que Deus há? Que Deus há em cada luz de vela... embutido em cada olhar de cera

Que Deus há empurrando o vento que dá na vela... e que anda a vela... e anda... e vela! 
Por quem dói e por quem faz doer. Por quem parte, e por quem quer correr... e espera...

Ave maria de todas as seitas! Terezas, Morganas, Iemanjás...
Irmãs Dulces e Iansãs. Ave todas, porque a noite, é feminina! 
E rogai por nós (rogai por nós) Agora que há primeira estrela (seis horas)
É apenas o prenúncio da hora do rush

"Noturnos... assim seja!"

"Deixa ao mundo a visão nú... os lábios afinados... e os ouvidos em ré maior..." 

Não busque formas para prever o futuro que nos pertence... o controle está acima de nossos poderes e decisões... não há respostas para essas perguntas que insistimos em repetir intimamente, em silêncio... não conseguimos nem ao menos contabilizar beijos, que dirá o destino desse 'dois' que se forma... lobos... morcegos... noturnos...

Se as contas lhe falharem a mente mais uma vez... volte aqui e recorde os dias... todos eles escondidos na metamorfose da noite urbana... no apagar das luzes... o brilho que nos uniu... nosso roçar de lábios... um show, um teatro, um cinema, um aquário, um parque, um almoço, um shopping, um escritório, uma casa, um quarto... um beijo... e não tenho nada mais a dizer...

"Era menino, muito menino... como é menino o bem contra o mal" 

Sempre quando olho bem nos olhos seus
Sempre bolero milonga, mas quase canção
Resto de guarânia faz parte da solidão
Sempre quando meu demônio encontra Deus
Sempre quando olho bem nos olhos

Sempre a noite a escuridão traz os seres
carregando as criaturas que a luz expulsou
Sempre olho nesses seus olhos castanhos ateus
Sempre fico, por que a noite é quando sou
Sempre olhando nesses mesmos olhos

Mas nunca se for de manhã
Nunca quando é verão
Jamais quando a noite é clara e tem sombras no chão
Vou me embora, cúmbia em frevo é clarão
pense em quando olho bem nos olhos...

"Na escuridão"

"O noturno véu, porcelana lua de luz... violeta" 

O dia nos pede dois meses... a noite, cinco ou seis, talvez... o silêncio, cobra uma vida inteira.

Noturnos... entregues... assim seja!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Amor Plural

Você já ouviu falar em Poliamor?!

O prefixo Poli-, segundo o dicionário, significa “em grande número, muito”, logo Poli-amor nada mais é do que amor em plural (se assim posso dizer). Saindo da esfera dos meus pensamentos e partindo para uma explicação mais detalhada, o termo Poliamor vem do inglês polyamory, que aborda as relações interpessoais amorosas que não são adeptas ao estilo monogâmico de relacionamento, permitindo-se o envolvimento sentimental e/ou sexual com mais de uma pessoa, consistindo na prática saudável de envolver-se em relações íntimas e eventualmente duradouras com vários parceiros simultaneamente.

Não, não estamos falando de swing ou ‘suruba’, falamos sim de relacionamentos que vão além do sexual, envolvendo o lado emocional em situações distintas, de acordo com a preferência dos interessados.


O convencional nos apresenta definições tais como: solteiro, casado, namorando, separado, divorciado, amasiado, viúvo, enrolado, etc., um plural de definições para caracterizar o “status” da presença ou não de um compromisso com outro alguém. No poliamor a coisa é um pouco diferente. Não há definição somente do status pessoal, mas sim do conjunto, da relação. Vamos ver se eu consigo explicar de uma forma mais clara: - Existem as definições pessoais, mas há também uma forma de identificar o modelo de relacionamento adotado, exemplo, um homem é casado com uma mulher – esse é o status pessoal dele: casado – mas ele também namora e convive com outra mulher (seguindo as premissas do poliamor) – nesse caso o relacionamento com a outra parceira pode ser caracterizado como um namoro que integra o relacionamento aberto. É o mesmo que dizer “tenho um relacionamento aberto: sou casado com uma e namoro outra”.

O Status de fato é o que menos importa nesse tipo de relação. As pessoas não se prendem a definições e sim aos sentimentos, à ligação que as mantêm unidas. O que em Poliamor é a possibilidade de “amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo de maneira fixa, responsável e consensual entre todos os membros” [Blog Poliamores].

As definições restrigem-se apenas ao modelo de relacionamento adotado. Observe as diferenças:

Polifidelidade: um grupo determinado de individuos que se relacionam sexualmente entre si, sem adição de parceiros externos.

Relação Mono/Poli: um pessoa pratica a relação monogâmica mas permite que o seu parceiro se relacione com outras pessoas de forma consensual.

Sub-relacionamento: aceitam relações primários e secundárias, assumindo duas posições (status). Exemplo: um casamento onde um parceiro (ou ambos) possui um namorado.

Poligamia: uma pessoa que casa com diversas outras – IMPORTANTE ressaltar que Poligamia não é definição exata de poliamor, e sim uma forma entre tantas outras de relacionamento.

Além disso a Wikipedia [e tantos outros sites que abordam o tema] trazem muito mais classificações ou sub-divisões que eu acho que não cabem aqui, pois só iriam dificultar o entendimento de algo que não precisa ser tão aprofundado assim.


Existem muitos desafios a serem vencidos/vivenciados pelos adeptos desse modelo de relação. E se engana quem pensa que “ta tudo liberado”, pois existem regras e/ou costumes, escolhas, que regem tal modelo de união. Que um exemplo? Ciúme. Por si só já um dos maiores problemas do relacionamento a dois, já imaginou com três ou mais pessoas? Mas isso fica para uma próxima conversa. Por hoje paramos por aqui.


Assista: Poliamor, José Agripino (2010)

Leia: AlineAdão Iturrusgarai

Amor... é sempre amor...