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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Autoconhecer


Pouco mais de duas décadas de experiência e permanece a imagem de um adulto com coração de menino. Alguém que tem medo de perder, que não sabe lidar com rejeições, com segundo plano. Alguém que quer as cápsulas de abraço que envolvem, protegem e trazem tanta segurança e conforto. Quantos medos esse coração é capaz de aguentar?

Medo (substantivo masculino)
estado afetivo suscitado pela consciência do perigo ou que, ao contrário, suscita essa consciência; temor, ansiedade irracional ou fundamentada; receio; apreensão em relação a (algo desagradável).

Insegurança (substantivo feminino)
estado, condição ou característica do que é inseguro; ausência de segurança; periculosidade; sensação ou sentimento de não estar protegido, seguro; falta de confiança em si mesmo, em suas próprias qualidades ou capacidades


Ciúme (substantivo masculino)
estado emocional complexo que envolve um sentimento penoso provocado em relação a uma pessoa de que se pretende o amor exclusivo; receio de que o ente amado dedique seu afeto a outrem; zelo; medo de perder alguma coisa.

Carência (substantivo feminino)
falta de algo necessário; privação; necessidade afetiva.

Não busco culpados, não há culpados - ninguém além de mim, claro. Existem coisas que não são explicáveis, acontecem e, sem mais nem menos, somos obrigados a nos adaptar. Vejo coisas, ouço coisas, sinto coisas, mesmo quando parece que não estou ligando pra nada disso. Quando aparento maior distração, é quando estou também mais atento a tudo. Enxergo no escuro, escuto até o silêncio inaudível (que dirá qualquer ruído). Tenho sentidos apurados e sacanas, que nessas horas não me ajudam em nada. E uma mente... que vai longe em pensamentos (por vezes, ruins).

Tem coisas que não se explicam, não se conversam, não se falam. São apenas registros de alguém perdido em sua crise existencial... logo passa, tenho fé que passa.



segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Naturalmente

Gostaria de atualizar o blog mais vezes do que tenho atualizado. As vezes lamento por não ter um computador por perto quando bate aquela vontade de escrever. Não gosto de tratar as atualizações como uma obrigação, ao contrário, aprecio escolher cada palavra expressada aqui. São minhas, um pedaço meu.

Estou dividindo meu tempo entre sonhos e livros. Sonhos reais, livros reais, só os dias que parecem imaginários. Emoções que se acumulam, experiências, encontros e desencontros. Idas e vindas. Inúteis informações pra vocês, por assim dizer... mas não pra mim.


O cansaço que se acumula sem o descanso merecido. Humor que se altera constantemente. Palavras que são guardadas, sentimentos que ficam escondidos. Estranha sensação de ficar em silêncio quando se tem desejo de gritar. Não sei ao certo lidar com esse turbilhão de informações, mas confesso que estou tentando entender... não quero aprender, quero apenas provar estágios, sem pressa, sem regras, sem culpas.

Talvez um pouco mais 'bicudo' e implicante que o normal, mas vamos considerar tal fato como efeito colateral proveniente das novas situações. Não sei lidar com nada disso... não sei se quero 'saber'... ou sei... e tenho medo. Tantos pensamentos, tantas questões que as vezes acho que vou explodir... nem tudo é dito, nem tudo é mencionado... fica escondido entre as sombras da noite, nos muros das esquinas, na alternância de cores do semáforo... nas ruas...


Ah se a noite falasse, teria tanto a dizer a meu respeito... ou não teria nada de tão interessante assim... quiçá a noite se pronunciasse e me desse os conselhos necessários... só não sei se seriam os conselhos certos pra mim...