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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Retrato infiel

O relógio marca 23h53, contrariando as horas que se registram aqui. O horário pouco importa diante dessa vontade de despejar todas as palavras que ecoam na mente e me impedem de dormir. 

Escrevo rapidamente e logo deleto em igual velocidade. Tudo se confunde e se mistura, questionando a dificuldade em entender. Se  parece tão claro, tão óbvio e tão simples, porque então, de fato, não é tão compreensível quanto deveria ser? Porque que tudo que envolve essa confusa relação termina com um ponto de interrogação? 

Às vezes eu sinto falta dos pontos de exclamação no fim das frases. Quiçá todas elas assim terminassem... aclamadas, exageradas, impostadas, redigidas com veemência, seguras de si, donas das suas certezas. 

Expresso em mil formas o jeito bobo que tenho de querer ficar perto. Um jeito comum e diferenciado ao mesmo tempo, que valoriza a companhia... um dois que não quer ser um, um ímpar que deseja ser par. Mas nesse jogo de números, frequentemente me vejo subtraído dentro do seu reino de egos. 

Não são contas ou cálculos que podem te fazer entender... nem mesmo palavras escritas e suas pontuações... isso está além dos meus domínios e do meu jeito de querer... não há um resultado exato que possa ser submetido a prova real... Não é um jogo, não somos peças de um tabuleiro com regras onde se perdem preciosos pontos... não somos jogadores, até porque se fossemos, isso seria uma competição de um só... um alguém perdido... que sabe apenas que o “vencer” significa sentir-se bem, sentir-se feliz. 

Não quero mais usar frases negativas. Dizer “não” de certa forma me faz negar o que existe, repudiar o meu desejo. Prefiro as sentenças afirmativas que buscam solidificar os sonhos ainda líquidos, que escorrem entre os dedos e caem ao chão. São fábulas e parábolas que não se encaixam com exatidão. 

Talvez agora o reino dos egos não seja tão emocionante assim... talvez haja monotonia e apatia, entre figuras de uma realeza sem graça, que em nada inspiram o seu viver. Talvez você respire porque precisa, enquanto seu coração bate em piloto-automático... e o sangue pulse em suas veias apenas para percorrer o caminho ‘de sempre’.

Talvez você se contente com o banal... e não queira a emoção... 

Mas eu... eu sinto tudo pulsar rapidamente... e ainda anseio pelos pontos de exclamação no fim das frases... Frases que se encerram nas primeiras horas do dia 22, mas que ficam salvas em um dia 21 retrógrado e amargo... já nascem velhas e antigas... presas ao passado... 

E que de agora em diante não haja mais chuvas de dúvidas e sim ventos torrenciais de emoção... pois ainda anseio pelos meus pontos de exclamação!


terça-feira, 29 de junho de 2010

Meu hoje...


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Eu tenho mania de escrever textos em folhas avulsas...
guardo elas e sempre q posso digito e salvo no pendrive
e aos poucos vou colocando os textos aqui...
ou seja, nem todas as datas condizem com as épocas exatas...

Pode parecer tolice...
até pq pouqissimas pessoas visitam essa página (esporadicamente)
Ainda assim, mesmo sendo poucas pessoas,
eu já consegui arrumar alguns "problemas" por aki...

O conflito dos sentimentos, com as datas, com as suposições
só serviram pra fomentar desconfianaças e incertezas...
mas enfim, não estou aki pra explicar nada disso...
ainda é o meu espaço... um espaço meu

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Eu tava tomando banho e acabei me perdendo em pensamentos
lembrei de tanta coisa, tantas cenas, tantas, tantas...
pensei no futuro próximo, no passado recente, no exato presente...
senti saudade, senti medo, senti vontade de fugir...
por vezes desejei nem estar aqui...

Essa mistura de tudo com nada... de paraíso com tragédia me inquieta...
insegurança... sim, insegurança... o maior dos medos...
algo q eu nao consigo controlar...

Insegurança...
nada mais é do que não conseguir confiar na realidade...
puts, eu simplesmente nao confio... em nada.

Nao consigo acreditar q o passado realmente está acabado...
vejo possibilidades no presente q me deixam descrente de tudo
aposto em reações q não deveria apostar...
o mundo parece estar no lugar errado...

E o futuro... esse sim eu keria pensar q não existe...
tenho um medo tão grande de que tudo pode piorar...
akele lance "pior do q ta não pode ficar", até que fica.

O banho foi bem demorado...
pensei em muita coisa, minha mente nao para...
mas já não tenho certeza sobre nada...
a unica certeza q tenho é q o hoje é hoje... e só...

Eu não deveria pensar em nada disso...
mas sei lá... fica esse gosto estranho de tempo perdido...
e já que o hoje é hoje mesmo (nao é um texto antigo)
espero q a saudade passe, q as incertezas desapareçam
e... enfim... as respostas certas cheguem...

Queria poder fazer um milhão de coisas...
e me sinto impotente quando percebo q só posso esperar...

Borboletas???
elas congelam minha barriga com tanta aflição...
são minhas borboletas, mas não sei pra onde elas vão =/


e mai nessuno capirà...


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